segunda-feira, 29 de julho de 2019

I TRILHA EQUESTRE ... AMIGOS DO CAVALO _ Planaltino Bahia.


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quinta-feira, 11 de julho de 2019

A Raça Mangalarga Marchador

A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu há cerca de 200 anos na Comarca do Rio das Mortes, no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.

A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dócil e próprios para a montaria.
Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.
Minas Gerais já se destacava como centro criador de equinos desde o século XVIII e a chegada dos cavalos da raça Alter veio aprimorar ainda mais seus criatórios. A Comarca do Rio das Mortes tinha um potencial de ouro muito baixo, mas chamou a atenção dos colonizadores por causa das suas boas condições para a criação dos animais. Havia água em abundância e a vegetação era constituída de matas, capões e ervas pardacentas, adequadas para a produção de forragem.
O Mangalarga Marchador teve como berço a fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas. Ela pertencia a Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, a quem é atribuída a responsabilidade pela formação da raça. A fazenda era uma herança de seu pai, João Francisco Junqueira. Outro fazendeiro importante na história do Mangalarga Marchador foi José Frausino Junqueira, sobrinho de Gabriel Junqueira. Exímio caçador de veados, José Frausino aprendeu a valorizar os cavalos marchadores por serem resistentes e ágeis para transportá-lo em suas longas jornadas.
Há várias versões para o nome Mangalarga Marchador, mas a mais consistente está relacionada à fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Rio de Janeiro. O nome da fazenda era o mesmo de uma serra que existia na região. Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares para os passeios elegantes realizados no Rio de Janeiro. Quando alguém se interessava pelos animais, ele indicava as fazendas do Sul de Minas. As pessoas procuravam os fazendeiros perguntando pelos cavalos da fazenda Mangalarga e esta referência se transformou em nome. Já o nome Marchador foi acrescentado pelo fato de alguns daqueles cavalos terem a função de marchar em vez de trotar.

Join up ou Conjunção


Nesta página do blog, quero passar a vocês amigos como se dá o processo de conjunção que é onde o primeiro passo é dado com um cavalo no processo racional de doma ou treinamento no método horsemanship espero poder através destas palavras mudar alguns conceitos que pessoas mal instruídas tem referente a doma e treinamento de cavalos.
Temos um cavalo solto no redondel.

Resultado de imagem para cavalo no redondel
Com o uso de uma corda de mais ou menos nove metros, fazemos o cavalo voar (voar expressão usada por Monty Roberts para fazer o cavalo correr em volta do redondel) enquanto você se posiciona ao centro, Você vai fazer o papel da égua madrinha ou o predador.
O cavalo só pensa em sair vivo daquele lugar, ele não sabe o que você quer e por ser um animal de fuga, naturalmente vai correr (voar).
Mantenha uma das mãos levantadas com os dedos abertos. Obtenha uma postura rígida (ereta), um olhar firme e fixo ao olho do cavalo. Mantenha uma postura ereta músculos rígidos como se você fosse atacá-lo, ali naquele momento.
Da mesma forma o cavalo continuará voando pensando em que algum momento você fará um ataque. Se o cavalo amoar - se, use a corda, jogue ela contra sua garupa para o cavalo aumentar a velocidade, (mas só use este recurso se for realmente necessário).
1º Sinal: Neste momento você percebe o primeiro sinal, O cavalo vai começar a prestar atenção em você, você vai perceber nas suas orelhas que a de fora do redondel estará em movimento captando o que acontece do lado de fora (em caso de redondéis com baixa cerca ou de grades) e a orelha de dentro estará sempre voltada a você acompanhando o mínimo movimento que você fizer. Nesta ocasião ele estará dizendo "estou de olho em você, você é um predador?".
2º Sinal: Mantenha o cavalo voando, que logo ele demonstrará o segundo sinal. O cavalo a esta altura deve lamber e mordiscar, isto em tempo de duração na conjunção (join-up), pode variar de acordo com o temperamento e o momento do cavalo. Este gesto do cavalo é uma iniciativa para uma conversa ou neste caso um dialogo corporal.
Nesta ação o cavalo estará lhe propondo uma trégua nesta perseguição toda, está lhe dizendo que não quer seu mal, que é um herbívoro e não quer seu mal, e está disposto a um dialogo, além disso, ele deixaria você ser o líder da conversação.
Prontamente alivie a pressão do vôo, comece recolhendo os dedos e abaixando a mão trazendo os dedos fechados até seu abdome, assuma uma postura menos ereta (relaxe o corpo), regule sua respiração em um modo cadenciado e tranqüilo, isso conseqüentemente diminuirá seu batimento cardíaco resultando num ambiente mais amistoso para ambos (execute este processo de um modo cadenciado).
Da mesma forma o cavalo diminuirá a velocidade percebendo sua mudança, (pois até uma gota de suor em seu rosto pode por ele ser percebida). Tire o olhar dos olhos do cavalo, olhe seu dorso canelas, mas não mais seus olhos (pois o olhar nos olhos representa para o cavalo o predador esperando a melhor hora para o ataque).
3º Sinal: Prontamente o cavalo deve diminuir a intensidade enquanto aguardamos o ultimo e mais importante sinal. O cavalo neste período vai voar com a cabeça baixa, focinho rente ao chão. Neste ultimo sinal, o cavalo estará em um ritmo reduzido a trote ou a passo. Ele estará dizendo a você "como sou herbívoro pastamos juntos eu aceito você como meu amigo, e vejo que não quer meu mal" (os cavalos pastam em grupos, mas principalmente quando estão a vontade com os demais do grupo em que compartilham sua companhia).
O cavalo está aos poucos aceitando você, quer estar perto, e está buscando uma forma de fazer parte de seu grupo, está pagando pra ver sua real intenção para com ele (este sinal de estar com a cabeça baixa indica submissão e respeito para com a égua madrinha).
Pare por um instante, baixe a cabeça, e se posicione a 45 graus ao cavalo (meio que de costas), isso será um convite seu a uma aproximação.
Nesta hora a magia da natureza floresce. O cavalo estará com atenção total a você, quer estar perto de você estará de frente a sua posição de 45 graus (quase atrás de você). Continue com sua respiração tranqüila, aguarde uns segundos a que o cavalo busque uma aproximação, se o cavalo permanecer parado, tome a iniciativa e aproxime-se, mas com cautela e em movimentos cadenciados que vão de um lado para outro, numa lateralidade de dois metros mais ou menos, sempre com a cabeça baixa percebendo o cavalo que esta receptivo a um contato físico seu.
Procure não olhar aos olhos do cavalo nem que seja de canto de olhos, pois ele pode interpretar esta ação de forma negativa assim gerando uma desconfiança, apenas sinta a presença deste seu novo amigo. Aproxime-se mais, e lentamente estenda à mão fechada abrindo a com calma até que chegue a testa do seu cavalo. Olhar a baixo (ao peito do cavalo) faça-lhe um afago (sincero, porém sem demasia), vire - se de costas e de um passo como um convite caminhe lentamente e o cavalo o seguirá sem corda ou qualquer tipo de artifício físico, mas sim pelo fino fio da confiança.
Após alguns passos torne a virar e faça novamente um afago na testa, busque acariciar seu pescoço em seguida lombo e garupa. Agradeça a Deus pelo privilégio de ser mais um feliz encantador de cavalos e estar na presença deste animal magnífico que por centenas de anos foi humilhado e maltratado e infelizmente por pessoas sem instrução continuam sendo.
Por fim ele te aceitou, o processo da conjunção está concluído, repita a operação no dia seguinte e se em algum momento do processo o cavalo te rejeitar ou negar-se a seguir o processo, acalme-se e retorne ao inicio da conjunção.
Normalmente toda essa seção leva uns vinte minutos podendo variar de um cavalo para outro de acordo com seu temperamento ou momento (como mensurado anteriormente), em muitos casos o cavalo chega a aceitar a cela e até o cavaleiro, para seu primeiro e inesquecível passeio.
Seja persistente e calmo e lembre-se que a pratica leva a perfeição. Monty Roberts levou décadas desenvolvendo esta técnica observando no deserto os mustangues norte americanos, e continua aprimorando dia a dia sempre com a filosofia de que "A VIOLENCIA NUNCA É A RESPOSTA".
Agradecimento em especial primeiramente a Deus, ao senhor Monty Roberts, que é na atualidade o maior divulgador da não violência com cavalos e ao senhor Eduardo Moreira por estar divulgando o método em todo o Brasil mudando o pensamento de cada dia mais pessoas.
FONTE:
Alan Alves Spader
MAIS INFORMAÇÕES: NOS LIVROS QUE VOCÊ ENCONTRA FACILMENTE
O HOMEM QUE OUVE CAVALOS (Monty Roberts - editora Bertrand).
VIOLENCIA NÃO É A RESPOSTA (Monty Roberts - editora Bertrand).
ENCANTADORES DE VIDAS (Eduardo Moreira - editora Record).

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Join Up com Cadillac.


Assim que o meu Irmão Renildo (Nido) comprou o Cavalo, fui buscar o mesmo em uma Localidade chamada de Campinhos. O Garanhão tava no meio de umas 10 éguas, estava vivendo quase como um Mustang Selvagem.
   O Ex-proprietário colocou o Cavalo no curral e ele começou machar em círculo como se estivesse em um redondel. Naquele momento o único medo que eu tinha, era o meu irmão não conseguir compra-lo. Mais, tudo deu certo!!!
   
 O Garanhão chegou na Fazenda Canaã e sentiamos a dominancia dele. Não se aproximava com facilidade agindo como um Mustang Selvagem. 
     O meu irmão Renildo pediu para que iniciasse umas sessões de Join Up.  Fiz uma só sessão e com mais ou menos umas cinco (5) voltas no curral, o Garanhão já apontava a orelha para dentro do círculo só me observando. Com poucos minutos começou a remoer, me informando que ele era um herbivoro e que não ia causar nenhum mal para mim. Imediatamente  foi estabelecida uma junção ente nós e imediatamente cocei a sua testa e seu corpo todo. Logo em seguida percebi uma mudança em seu olhar. Um olhar dócil, como um olhar de um amigo que acabamos de conquista.

Att.:

Reinaldo Cardozo
Pesquisador (Doma Racional e Índia)
contato: 073 - 99823-3735

Árvore Genealogica de Cadillac - Mangalarga Machador -

Garanhão que será utilizado para cobrir as éguas. Garanhão reprodutor da Fazenda Cannã - Proprietario Renildo Cruz - contato: 7399...